19.10.09

No. 69 - Não gosto de energia ruim

Essa semana me deu arrepios.


As realidades, muitas, se afetaram, mas diferente do que eu gostaria.


...


Tô com medo do mundo.




Sou só eu?

17.10.09

No. 68 - Gosto de olhos grandes

amo tanto q nao sei dizer...

e o olho dele tá atento



ao mundo

aos sabores



aos pés,

ao colo...


amo!!!!

14.10.09

No. 67 - Não gosto de mundo líquido


Eu vi Teresa, e foi tão bom.
Mas agora ela não tá aqui.
Ela não gosta de me ver assim.
Ela sabe não me encaixo nesse mundo.
Ela viu que as tentativas de gole do mundo líquido
foram virando chá quente e evaporou.
Até parecer que não tinha aquele líquido
em nenhum momento.

Eu provei e não gostei.
Não quero relaçoes líquidas sem poder tocar.
Que escorre, que evapora, que cabe num copo,
meio cheio, meio vazio, furado.

Quero relações concretas
sem precisar de nome
nem de regras
nem de prisão ou punição.
Quero estar livre para
ter um nome para pensar
um afeto para sentir
sem medo do nada.

Não precisa ser de concreto,
tijolo, parede.
Precisa ser de olho
toque
tato
contato.
Encontro de encontro
sem fuga
esquiva
ou desrespeito.

Sem recional que pensa em si sem pensar em si como se é.
Pensar como se quer, sentir sem querer.
Se boicotar.
Boicote é um nome que soa feio.
E que funciona fail,
é ruim, é placebo.
Nunca tem o efeito esperado.
Não quero placebo
sentimento placebo
só funciona se...
não.
não funciona.

Não há sentimento placebo.
Sentimento é que nem droga.
Sempre faz efeito,
mas às vezes não o esperado,
e as reações adversas disfarçam a emoção.
Razão atrapalha.
Não, razão ajuda.
Guia, segura.
segura uma placa de recado:
"Não está na hora."
Tenho problemas com placas e obediência.
Ignorei/enganei a mim.
Deixei que o afeto se estabelecesse,
mesmo que em líquidos e essências.
Agora, parei.
E li as placas.
Quero aquecer na minha vida e liberdade,
até que a chaleira comece a chiar e o vapor me esvaziar.
Me esvaziar de um afeto que não me quer
no mundo que tento viver.

Hoje minhas mão falaram que minha vida é/será
cheia de momentos estranhos.
Senti que tenho linhas leves e sutis.

Eu sou fera em jogar imagem e ação,
e não preciso que me falem.
que me digam o que tá acontecendo,
ou de explicação.
Há cenas que se lê em silêncio.
Há cenas que se sente em tato.
Há afetos que se prova, que se prova com a língua.
E se eu gosto do sabor de algo que todos gostam?
Eu sei gostar de sabores mais exóticos e únicos.
Vou buscar esses, nem que encontre uma receita especial, que só eu conheça.
Com ingredientes que os outros podem achar amargos ou azedos.
Ou doce demais.
Mas que eu goste.

Foda-se tudo.
"Tô vivão/vamo vivê."*

Escrito no dia 13, na noite 13, no final dela...
Fotos do camping do EREPSUL...
*música da Trilha sonora do gueto...

5.10.09

sem número e sem título

há coisas que afetam
há coisas que não afetam

há dias que me pego
pensando
há dias que me pegam
sem pensar

há aulas que me pego
dormindo
há aulas que vou

sem dia sem número
sem hora para saber
sem nome para dar
sem alguém para pensar

com dia com número
com hora para cumprir
com nome para assinar
com alguém para ligar

sem título esse pensar
devir
dever explicar
para ninguém

ninguém sabe o que é isso
inclusive quem escreve
quem escreve?
sem nome
seu nome
pode

em dias que chegam
eu chego lá
e no meio
me aconchego

doidera sem saber
que era doidera
sem ver

esse conjunto
come junto
lava
e sai

não sei nem mais o que
escrevo
não tenho mais o que
escrever
não tinha antes mesmo,
tanto que escrevi
só bosssta.

----
13:16
escrito por alguém
hoje em algum lugar
depois de um almoço nem ruim nem bom

1.10.09

No. 65 - Gosto de Chandele

Chandele, Danete, Chocolate cremoso, iogurte de chocolate...
não importa o nome que se dá.
O gosto afeta igual.
Mesmo que pense que dar uma marca
ou um rótulo diferente,
vai mudar...
na hora de provar, o sabor revela.
Só experimentando para saber se a etiqueta faz a diferença.
E eu comi danete hoje.
Eu no puff, Moara no tapete,
com todas as cadeiras e sofás a disposição.

Celebramos nossa vida de mulher,
responsáveis de uma casa,
donas de uma vida a viver
e cuidar.

Celebramos a chance de ser criança e escolher a colherzinha pequena,
ou deixar ela no chão e saborear o dedo.

Celebramos os afetos que nos comovem.
Os fatos que nos movem.
As fotos que nos locomovem.
E o sabor do chocolate.

Na língua, na bochecha, no queixo,
era sabor de muita coisa além das letras dos rótulos.
Sem buscar nominar nada, escutamos nós no ninho dentro,
sorrimos dentes sujos, e pensamos além de hoje,
sem lugar específico no tempo.

A chuva que pode congelar a qualquer instante,
pode continuar.
Os vizinhos pela porta passar.
Nossos potes foram jogados.
As colheres e os dedos permanecem,
prontos para experimentar novos sabores.

O amanhã nos afeta,
mas só vamos pensar nisso
amanhã.

Gi, 23:52 29/09/2009