29.12.08

No. 38 - Gosto de tijolos

Os tijolos ou o arco-íris

O poeta e sua arte se liberam de certas ............. A rima e a poesia deixam para o leitor - esse ser alheio - a função de as entender.
Esse exercício pode prejudicar o objetivo do poeta, ao permitir que a subjetividade do leitor encaminhe os sentidos.
O ler-sentir de uma poesia é um devir.
Nas armas, os óculos, a caneta, a metáfora, a métrica, os ricos vocábulos, a subjetividade...
Armas que atingem a quem? A que?
Se a leitura-sentido for igual à escrita-sentimento, o alvo é certeiro, se não houver escudo.
No entanto,
Nem sempre o que o poeta quer é que o leitor sinta-pense o mesmo.
Pode simplesmente largar as armas, e deixar na poesia só sensações sem direção, sem seguir uma estrada dos tijolos amarelos.
Vislumbrar o arco-íris, ao longe... já basta.


23:43 - 28/12/2008

Gisele Voss

foto by GiLian, a caminha de Tapejara City

6.12.08

No. 36 - Gosto dos meus amigos

Dessa vez não vou falar de Teresa, nem procurar palavras em poesia...
Deu vontade de escrever, assim, o que estou pensando.. como faço em meu caderno, em cantos de xerox de estudos, antes de dormir...
Dizer que gosto dos meus amigos... Claro, deve ser comum isso, gostar dos amigos, da família. Ok, então sou normal.
Mas ainda bem, meus amigos não são tão normais. Não, não que eles sejam loucos, ou não sejam, até porque loucura não é o contrário de normalidade.
Não ser normal para mim não é seguir as normas, também não quer dizer desrespeitar as regras. É saber quais são importantes seguir, e quais são importantes só saber que existem, para definir bem como quebrá-las.
É bom saber que posso tirar o sapato e ficar de cabelo desarrumado, pular se der vontade, falar besteira, e saber que mesmo assim me aguentam. E tem até os que me gostam...
Se bem que tento não exagerar, pra não descobrirem os limites de minha chatices, e continuarem convivendo pacificamente.
É bom sentar do lado, e não fazer nada.
Ligar e dizer o que deu certo, e demorar pra contar o que não deu.
É divertido ter tudo pra fazer, e deixar pra depois, pra ouvir a amiga no fone.
É estranho pensar que amizade permite ter todos os sentimentos, e não dar tanta briga quanto namorados fazem.
É colorido ver quantos seres participam do nosso dia.
É bizarro parar e olhar, quando esses amigos decidem falar as maiores besteiras, como se estivessem dando uma palestra.
É delicioso, depois de ver tal palestra, rir sem ter medo de ofender.
É curioso como a gente se permite entre amigos.
É tanta coisa que cansei de achar palavras... eu ia falar sem esses esquemas de escrever bonito...
mas como não escrever bonito de algo que é assim.
Amizade pra mim, seja de perto, de longe, de telefone, de sala de aula, de sala de estar, de sala de espera, de sala de... é bonita.
E assim sinto-me perto dos meus avessos, mesmo sendo um avesso que não dá pra ver todo dia, mas que canta Stop Right Now na frente de uma revendedora de carros, ou que manda scrap convidando pro evento do dia seguinte, nem que leve 3 dias de bus pra chegar lá, ou que é amizade que o sangue permitiu conceber, ou é assim, amizade sem referência bibliográfica, mas cheia de citação no meu orkut hehehehehehehe

Amo vocês, até os que não leem meu blog, ou os secretos que não comentam, ou os que nem sabem ler ainda hehehe

E amo, sem ter vergonha de sentir isso.

06/12/2008... pois é, em dezembro.. será culpa do fim do ano, da proximidade da nova idade, ou dos tempos que virão?
p.s não coloquei foto... nem senti necessidade.. parece que vejo rostos e risadas, ou até sorrisos amarelos, quando leio essas frases...

5.12.08

No. 35 - Gosto de Teresa III


Teresa insiste em encontrar sua vaga, já não mais vagarosamente.
Elas somem, diminuem, dificulta, e Teresa precisa ir mais longe.
Porém, insiste na mais próxima, neste enquanto.
Acelera, cuida, descuida, estoura.
Volta a vagar, divagar devagar.
Desacelera, respeita o ouvido, sensibiliza o paladar olfato.
Sensível, seduz, seduzida, reduzida a som e luz.
Sem pressa, pressão, pressiona levemente o botão preso.
Vagarosamente, espera sua vaga.
O acelerador não procura. O freio, não mais usa.
E no trajeto, ignora o ritmo interno, sai.
Perde o sono, sonha lento.
Na calada, muda canta, Teresa.

Hoje, 5 de dezembro, 11am, ao despertar.

1.12.08

No. 34 - Não gosto de dilúvio

do seco ao molhado o chao escorrega, e o que escapa do tombo, nao consegue rir do outro.
o que fazer se, ao olhar pra trás, o que era já foi. E nada ali resta igual.
e nisso o turbilhão de sentimento sopra forte pra onde nao se sabe, empurra, avante.
quem vai, vive novamente. quem fica, vive ainda na busca do antes.
igualmente nao há, e sim o diferente ali se instala. não novo, menos igual.
inspira, respira, despira. despede-se de quem não escolheu nem ir nem ficar. sem opção, partiu.
quem decide por si tem sorte. desce, por vontade, ou cresce, ao deixar também o outro decidir.
e o que resta, é sangue, saque, seque. úmido e com medo da sede.
bebe, come, deita, dorme. respira, que a nuvem espera.

02/12/08
pensando no litoral...

26.11.08

No. 33 - Gosto de Teresa II


Teresa esqueceu do tempo, e depois do segundo desjejum viu o sol no topo e decidiu: puxou o lençol, puxou o livro... largou o livro, sob o lençol. E o sol não saiu da janela. Acompanhou os olhos fechados que se abriram, como que depois de dias ali sem luz.
Como quem ama, acordou, venerando a vida. Respirou, riu do que sonhou, riu. Amando assim, lembrou que a fome ali se instalava, e correu em direção ao fruto. Laranja se desbotou em pele branca. Em gomos restaurou a cor, o sabor e o aroma, que Teresa sentiu três vezes.
Respirando com gosto, falou, relaxou. A vida ali se reiniciava, como sempre, como todo dia e noite. Só não sabia Teresa, o quanto ainda assim veria.
Deitou, agora com a lua a espiar os olhos inquietos que no escuro permaneciam abertos.

gi, dia 26/11/08, 18:16

10.11.08

No. 32 - Gosto de viagens

Rodoviária

Uma porta de entrada com jeito de saída. A mistura de odor de gasolina e fedor de cigarro. Sons de moedas, rodas, motor. Parou. Abriu. Rasgou.
"Boa tarde,em duas horas e meia seu desembarque."
Outro lado perto longe, a distância aproxima quando o veículo pára. Parou. Desceu.
E na porta de saída, a entrada.


Na Rodoviária


Calçada. Ela não solta a mala. Ele não segura a lágrima.

No corredor

Não sei o que me espera pela frente. Mas vou pra frente igual.


Gi.
Escritas ontem... na rodoviária...
foto MVoss.

27.10.08

No. 30 Gosto de Teresa

Teresa pensou: "O tempo poderia parar um pouco para mim?"
E às 00:00 iniciou seu dia/noite em busca desta resposta. Na primeira ação começou a girar como os ponteiros, ora como dos minutos, ora dos segundos. E no embalo dos braços e passos, até contra o relógio investiu o giro.
Às 4:20 decidiu esquecer do tempo, abastecer a energia com a torrada, para tentar correr dele. Não correu. Nos próximos minutos quem parou foi Teresa. Nos lençóis escuros, adormeceu, pensandoo que no travesseiro o tempo, igual a ela, descansaria sozinho.
Conseguiu fazer "o dia parecer metade", acordando e esquecendo de levantar. Com os instantes lentos e distantes, viu os dígitos 1, 4, 0 e 0, e decidiu lavar-se.
Assim como a água, o tempo escorreu, e sem perceber Teresa seguiu o fluxo, mesmo com chuva fora, deu um bico dentro.
E assim os ponteiros mergulharam, naquela água quente azulejada, onde mesmo à nado, o tempo permitiu só a ela aqueles minutos.
E, sem olhar no relógio, o suor forçado, os pingos quentes daquele canto de vapor, a levaram longe sem sair dali.
E então as rodas moveu, se locomoveu, leu, escutou, escreveu, estudou, e engraçado, quando não precisava, o tempo demorou...
E no retorno, para os próximos 00:00, depois das estranhas conquistas naquelas 24, Teresa parou.
Teresa pensou: "O tempo até poderia parar. Eu não."

escrito dia 28/10/08 0:48
foto de quinta feira, no clube

13.10.08

No. 29 Gostei sem guarda-chuva


Chuva forte em seis quadras
E uma praça de Plátanos.
Gotas doces, senti salgadas
Rajadas de vento, os abraços.

Os outros, a se proteger.
Eu, de braços abertos,
Os olhos fechei.
Me deixei molhar
Encharquei.

A nuvem passou...
O frio no corpo entregue,
Se instalou.
O vento já nao me abraça.
Ergueram-se guarda-chuvas sem cor.

Gisele Voss. Segunda-feira de (banho) de Chuva nas ruas do Centro de Passo Fundo. Hoje.

8.10.08

No. 28 - Gosto de momentos assim


Sabe aqueles momentos, cenas, coisas, fatos, palavras, músicas, espaços, pessoas, objetos, que nos fazem sentir vida? Sorrir? ou sentir-se uma boba de listar isso e postar no blog, para descobrir se aqueles de sempre dos comentários podem aumentar ou discordar da lista. (a lista está em ordem nenhuma)
Como é bom...
.andar de saia
.conseguir guardar o carro sozinha na primeira tentativa
.comer miojo as 11 da noite na frente de um programa novo na TV, com queijo e resto do molho do almoço
.ouvir o cd que as amigas gravaram com carinho
.cantar aquela música pensando em alguém
.pegar o celular e cantar para esse alguém
.tomar banho quente sem pressa
.descobrir novos esquemas de usar o google
.ajudar os amigos
.rir, de forma sincera e leve
.participar de uma oficina incrível de teatro
.improvisar
.ser levada de olhos fechados
.conhecer pessoas interessantes de outros lugares
.se achar no mapa da cidade que visita
.guardar segredo
.massagem com boa conversa
.contar história
.comprar um guarda-chuva lindo
.usar o guarda-chuva em uma performance
.fazer uma performance de última hora
.gostar de fazer, e gostarem de ver a performance, o guarda-chuva e a tripa
.receber telefonema para trabalho
.pensar na próxima brincadeira
.telefonar a meia noite cantando parabéns
.chegar em casa sem ter o que fazer, só o que contar
.receber aquele bom dia via mensagem
.escrever carta de amor
.deitar na cama, debaixo das cobertas, e escrever no caderno essa lista, e torcer para que sobre tempo e disposição para postar no blog
.pensar que teria muito mais itens, mas foram os que vieram depois dessa meia-noite
.agora, um dos que muito gosto vou fazer neste momento. Boa noite.

p.s. não é só um, são dois: Dormir e Sonhar.

08/10/08 00:22

p.s.2 Feliz Dia das Crianças para nós. Foto da festa de domingo... em homenagem!

17.9.08

No. 26 - Gosto (?) de saudade

Uma dia resolvi dizer, em mais uma despedida: "Parece que nasci pra sentir saudade..."
Se for ou não verdade... ela faz parte da minha vida, de coisas que escolhi, e de coisas que a vida escolheu levar...

*saudade de quem gosto e eu disse: Vai! Segue teu sonho, leva tua mala, que um dia vou também...

*saudade de quem conheci em outros idiomas, e depois de aprender a viver ali, tive que dizer: tchau, someday I will be back...

*saudade de quem divide meu sangue, e dança outros ritmos neste país enorme...

*saudade de quem encontrei em encontros marcados como desencontros...

*saudade de quem me desencontrou e nele me encontrei... e encontro...

*saudade de quem Deus encontrou na sua hora... e só fica a saudade...

...só saudade...
...um dia eu também...
...gosto(?)... só sei que não quero ficar sem saudade, por mais que doa...
...faz parte de mim...
...FAZEM parte de mim...todos...

2.8.08

No. 25 - Gosto de divagar

NUVENS AO MEIO FIO

Cecília atravessa mais uma rua e volta a se equilibrar no meio fio. Motores intercalam os batimento, ora acelerados, ignoram o semáforo que traz cores inúteis para aquele asfalto de nuvens cinzas.

O belo e semi-transparente da voz que não compreende embala a lágrima do que bem entende. E quando a linha branca se amarela, o meio fio acabar, é hora de pisar num asfalto de nuvens cinzas.

Desviar do retrovisor que insiste em estacionar a sua frente, impossível. A calçada some em pedras pequenas, o passo muda e perde o meio e o fio. Chegará o próximo, buscando o equilíbrio mais uma vez, ao cruzar o asfalto de nuvens cinzas.

O feirante que guarda o que não vendeu, sorri ao ver Cecília brincando no meio fio, naquele sábado de céu azul e nuvens brancas.
""

-Gisele Voss, hoje, às 14:00. Escrito antes de um cochilo de algumas horas.
-Foto das ruínas do Sport Clube Gaúcho e do céu cinzazul.

23.7.08

No. 24 - Não gosto de poucas férias...


Eram para diminuir, mas as saudades aumentaram!
Era pra diminuir o ritmo, mas o cansaço aumentou!
Era pra diminuir a comida, mas a isso não aconteceu!
Era pra diminuir a temperatura, mas o frio sumiu!
Era pra diminuir as preocupações, mas outras apareceram...
Era pra diminuir tanta coisa,
e Não os tempos de férias!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! cadê? já passaram?

saudades...

quarta, 23:29.. últimos minutos antes da primeiro dia de aula da faculdade, contratos a tarde, primeir aula de academia, se der tempo! coquetel e compromissos a noite...

28.6.08

No. 23 - Não gosto de TANTA chuva


“Se chove, não há o que fazer...” pensou Romildo, ao programar todo o seu fim de semana. Olhou para a janela. Ainda quarta-feira. Será que a volta que aquele bando de pássaros fez abaixo dessas nuvens grossas quer dizer algo? O chão não tem como umedecer mais do que isso, e as gotas insistem em ali tentar se alojar. Mas o calor deve estar perto, afinal, essa bruma não deve ter vindo dos céus... é o calor da terra. Ou a fumaça do inferno? Eu sabia! Não devia ter amarrado o rabo do gato da vizinha quando era criança! Agora, quando eu queria sol, calor, o único que me atende é Lúcifer!
Foi o sol, daquele dia, que preparou tudo! Como vou fazer sábado? Se as nuvens gostarem de permanecer assim, mais cinzas, mais baixas, mais paradas que poste de luz! Luz! Quero luz, luz do sol de preferência, essa fluosforescente econômica tá encarecendo minha conta no oculista. E se ligasse pra Funai? Será que eles não vendem dança da chuva, ou melhor, da não-chuva, para arrecadar fundos pros índios? Olha.. vou lançar essa idéia! Mas e esse fim de semana!? Se chove, não há o que fazer...
Melhor me concentrar no objetivo do que ficar analisando a cor e peso do dia.

Gisele Voss – 27/06/08... numa sexta feira de tarde chuvosa (manha, tarde, noite, madruga.. sempre chovendo..)

Foto: Contação de história no Sesc, "Não" e "Não sei, sim." se protegendo da chuva feita com os dedos dos ouvintes...

19.6.08

No. 22 - Gosto de acróstico


Novo exercício da oficina literária com Rubem Penz:

ACRÓSTICOS
ps. (como são verticais.. o post ficou coooommmprido!)
(ilustrações com equipe Nariz Vermelho e Grupo Cócegas)
**
Longe do
Obvio,
Unico
Consciente,
Unica
Razão,
Ação.
**
Soltos alguns
Uns presos
Todos em pares
Indo e vindo
Anti-gravitacionais
**
Quando cheirou
Um odor
Estranho
Investigou.
Já entendeu:
O queijo mofou.
**
Posso
Esquecer
Rápido
Graça
União
Namoro
Transa
Amor?

Respondo
Esqueça
Sim!
Pois
Ontem
Sozinha
Te
Apaguei
**

Texto baseado em um dos acrósticos:

PERGUNTA E RESPOSTA:

- Posso?
- Talvez...
- Por que?
- Não sei.
- E a outra alternativa?
- Não gostei.
- Você não quer?
- Quero.
- Então?
- Depois.
- ...
- ...
- E agora?
- Não.
- Desiste?
- Sim.
Então, saíram da ponte e ela larga as pedras no chão

Gisele Voss. 19.jun.2008 - escrito durante a aula de Psico do Desenvolvimento II


AcroHóstico Bônus:
Bizarro, sim, mas
Extraordinário!
Humildade
Acima das
Virtudes
Insuportáveis dos
Oportunistas.
Reluzente, sim, mas
Inconsistente!
Saber
Teorias,
Até parece...


Fabio Henrique Medeiros Bogo - ABELHA! diretamente de Floripa, by MSN...

10.6.08

No. 21 - Gosto de desafios


Desafio proposto por Rubem Penz na oficina de criação literária - Crônica e Poesia "a confluência da Linguagem", gentilmente oferecido pelo Sesc:
Escrever um texto, em prosa ou verso, utilizando as palavras de modo resignificativo.
Bigorrilha, nevoeiro, jazigo, bambo, momentâneo, artrite, rajada, glote, pixaim, isca, supracitado, oleoso, cobaia.
Título - (nao sei qual ainda! preciso até sexta, alguma sugestão?)

Oleoso estava conversando com sua amiga Artrite sobre seu novo projeto. Começou a explicar que para seus planos não acabarem em um jazigo tão cedo, precisava encontrar alguém perfeito para usar. De sua forma escorregaria, Oleoso foi indo pelas bordas ao descrever para Artrite como seria essa pessoa, pois sabia que ela era dolorida em suas respostas:
- Preciso de uma cobaia sem vaias.
- Quer o mais agradável, querido? E o que mais?
- Que não seja assim... um... bigorrilha* - afirma Oleoso.
Artrite engole seco, é possível escutar o estalar de sua glote.
Ele continua:
- Até bambo pode ser, mas não um Rambo.
- Entendi! Tem que ser prezível e não ser momentâneo como o supracitado! - artrite complica.
Oleoso explica:
- Pode ser qualquer um que não tenho esses dois detalhes, será uma boa isca e garantirá o meu sucesso.
Nervoso, Oleoso descarrega:
- Só preciso de uma aparição em meio a esse nevoeiro e tudo estará pronto!
Com uma rajada de interesse, ela traz opções para o amigo:
- Então pode ser alguns de meus conhecidos! Talvez o Careca, o Manteiga, o Seco, o Diabeto, o Metáfora, o Pixaim... - porém aí foi interrompida:
- Não... não... Pixaim não pode não.
E nesse instante ela entendeu: o oleoso não podia se misturar.

* Bigorrilha: indivíduo Desprezível.

Gisele Voss
30-05-08

28.5.08

No. 20 - Gosto de prefácios


Descobri um novo gosto.. prefácios, índices...
Sei que foi provocado inicialmente:
- pela leitura do prefácio do livro AMOR LÍQUIDO, de Zygmunt bauman, do qual o prefácio e um dos capítulos q consegui ler me fazer dizer que é muuuuito bom, indico!;
- e pela leitura do índice do livro O JARDIM DAS ILUSÕES, do Édio Raniere, que posso dizer que essa parte é muito legal, e não sei do restante que não comecei a ler ainda.. mas o autor também é genial, o qual conheço pessoalmente e não precisei do índice para aprender a gostar!

mas também esse novo gosto pode ter sido provocado por outras variáveis:
- falta de tempo de ler todo o livro, ou falta de organizar um tempo para isso, depois do turbilhão erep...
- ter gostado de fazer parte de um prólogo.. ehheeh
- ou por estar me sentindo em busca de um novo índice, sumário, agora que alguns objetivos já foram alcançados... erep, dce, etc..
- ou por estar em um prefácio de algo... ou estar escrevendo uma nova história.. ou quem sabe já ter passado pro primeiro capítulo ;)

bem.. era só pra contar isso, dividir essas idéias de leitura, retomar também meu blog nesse novo livro, e... até o próximo gosto ou não gosto...

Referências: ZYGMUNT BAUMAN e ÉDIO RANIERE... eheheh (resumindo... mas o google ajuda nessa... pq tenho q voltar pra aula.. acabou o intervalo:)

8.5.08

N. ?? não gosto de DESpedida


sabe.. pareço muuito perdida, e triste...
aaaaaaaaa...parece ser por causa do erep, ter acabado domingo (a parte legal, pq os problemas continuam a nos DESacompanhar...),
triste de ter que ver o mundo igual denovo (sei q nunca será igual, sei q nosso ver está DESigual, como se uma motoserra tivesse quebrado tudo...) mas por isso mesmo a gente fica asim sabe... escutar, ver, falar, nao é o mesmo que naqueles 4 dias, e as pessoas.. puuutss, nao sao iguais aqueles quase 500 erepistas, de todos os lugares, cores, cheiros, amores, números, músicas....

tenho vontade de fugir para uma ilha!!!
(e nem precisa ser deserta.. já sei até o DEStino..)

p.s. N ?? - pq estou perdida até nessa contagem...

23.4.08

No. 18 - Gosto de DESenvolver




Difícil ainda encontrar um nome que defina.. imagens que já traduzem...
imagens de momentos que eu ainda não descrevi.
simples e tão ricos...
Se de um sorriso, ou de um olhar triste, sai uma história...
e quem sabe se forem de 64 netos?
Ou viver em uma casa que seu marido construiu? de madeiras coloridas, por suas origens distintas?
ou passear de kombi, recolher um balanço e criar um parquinho para as filhas e netas no seu pátio?

como nomear, descrever? mostrar? pensar...
Título: nao sei... me remete a cores...
cores... cenas... e agora?

-------
fotos feitar durante a gravação do Documentário (ainda sem nome).

15.4.08

No. 17 - Não gosto de DESmarcar


Ele se apaixonou, à distância,
e por meses foi sendo cada vez mais conquistado
Ele se dedicou
De coisas suas abdicou
E o encontro perfeito planejou
E quando estava chegando a hora de encontrarem-se
Escreveu uma carta, durante um mês, cuidou de cada detalhe, para ficar linda!
E no dia que foi enviar ficou feliz por receber ajuda de seu amigo, que ofereceu carona até a gaiola do pombo correio.
Só que naquela tarde a gaiola abriu e o pombo fugiu antes dele chegar.
A carta teve que ir de outra forma, levada por um viajante que passou pelo vilarejo.
Agora era só terminar de preparar: marcar o cabeleireiro, ligar para o violinista, mandar fazer a fatiota, encomendar as flores e re-re-confirmar a reserva naquele restaurante perfeito!
Cabelo OK, violino OK, alfaiate apronta até a data, flores escolhidas, mas.... O dono do restaurante resolveu dizer que não sabia da reserva e 15 dias antes não poderia mais fazer o jantar especial tão sonhado...

E agora, como ter certeza que esse encontro será perfeito? e não DESfeito?

5.4.08

No. 16 - Eu gosto de aGIr


aGIr...
dizem que faço coisa de mais... não paro de aGIr
será que é culpa do meu nome?
se eu tivesse outro nome, como seria?\
AMAnda.. eu ia amar mais? (e pensar menos - nao sei se isso seria assim ehehe)
ROBerta... já estaria presa!
FernANDA... seria atleta..
CarOLINA... viciada na olina heuehuehe
LUAna... mais ou menos como sou de vez em quando..
FRANCiele... só na franqueza
Desire... só ficaria desejando
LINDAmir... ah... bem.. até tenho um pouco ahuahauhauah
lETIcia... Etílica...
MARcela... na praia...

bem, acho que viajei o suficiente... ainda mais que inventei de postar no blog no meio de muuuita coisa pra aGIr!!!

p.s. please.. só fiz pensando nas letras dos nomes, e não nas pessoas que conheço que se chamam assim, mas como pra ajudar peguei algumas na lista do orkut, pode dar essa impressão errada!!
p.s. 2 foto da Vila Donária.. onde vamos fazer o documentário do espaço desenvolver pro EREP.

12.3.08

27.2.08

No. 14 - Gosto de Férias


E como é difícil voltar das férias...
estou tentando, me readaptar...
mas às vezes a gente parece nem se encaixar mais!
Tem tanta coisa que se conhece viajando,
tanta gente que se encontra,
tanta cultura que se tem contato....
e... é ruim quando acaba essa realidade.
Se torna imaginária, só de lembranças e fotos,
e a realidade dura retoma o cenário próprio....


Não posso reclamar da minha, em questão de atividades,
pessoas, amizades, trabalho, projetos, faculdade, família.
Reclamo de outras coisas, que na maioria das vezes a cidade não me oferece.
Ou às vezes me impede, e outras, me desanima

Olha, que animação é meu trabalho, e não posso deixar assim.
Vou... vou... me readaptar entonces..
até a próxima viagem...

17.2.08

No. 13 - Je l´aime Amelie


(Caxias do Sul - RS, 1:51AM)

Despues de veer la pelicula Amelie pela quarta ou quinta vez, continuo a descobrir novas coisas, que me fazem gostar ainda mais.
E hoje, ao rever, na casa da minha irmã, percebi uma pequena e agradável coincindência: O filme inicia - depois de cenas únicas dela brincando sozinha na infância - mostrando alguns personagens de sua vida adulta. Mas a forma de descrevê-los é dizendo pequenos detalhes de que gosta e o que não gosta. Como uma senhora que não gosta de ver suas mãos enrugadas depois do banho de banheira, ou um homem que gosta de ver na TV quando o touro chifra o toureiro, ou a própria Amelie que gosta de ohar os rostos dos outros assistindo filme no cinema.
E meu Blog, por força do acaso, está nessa também! Que comecei assim, sem muito "estrátagém", escolhendo um texto "antigo" de um assunto que não gosto, a rotina. E por aí fui, continuando a seqüência do Fabuleux Destin de Amelie Poulain, e sõ fui descobrir hoje, no décimo terceiro post...

A cada cena do filme, me dava uma vontade de escrever algo! e agora... deitada de bruços, atravessada na cama de visitas, nesse apartamento na BR116, não sei por onde começar. Porque o filme quase terminou triste, mas não, um momento, um vídeo, e três beijos em silêncio (canto da boca, pescoço e pálpebra direita) encaminharam la fin para um passeio de motocicleta, malas e pinturas.
(Não quero assim estragar o filme para quem ainda não assistiu. Não se preocupe, nao contei nada. creio eu que as palavras assim não trazem o sentido completo das cenas.)

Seria simples assim, para ser Amelie? Ás vezes... (mas pode durar pouco)
Mas, e se tivermos ossos de vidro?
E não há um trem fantasma certo a visitar, por serem muitos os que preferem rasgar sua 3X4. Ou alguém que esteja a vigiar, e num gravador vem lhe mostrar que não era para arriscar, dessa vez.
Pombas, nâo te nho as visto tanto aqui. Mas em uma pequena Paris, de Domingo, que não tinha uma seta de sementes para comer, (quem sabe, no máximo, algumas cascas de amendoim...) que o vento leva. Ou o tempo. Que a televisão protegida mostra ininterruptamente, sem termos chance de esquecer de dar corda. Mesmo que o cúcu toque uma só vez agora, depois ele retoma seu lugar, e volta em deux.

Sei que até o anão conheceu o mundo, e eu, como farei? Não há um cartaz colorido no metrô, porque não teria certo quem fixar, nem lugar, porque onde moro não há nada além de coletivo urbano (e caro).

Colecionar, às vezes o que nao precisas, às vezes o que é tão confuso que pode, ao fim, ser algo para consertar, e pronto. Mas, enquanto não há conserto, os olhos da pintura esperam um foco, fora ou dentro da tela de Renoir...


2:10 AM

11.2.08

No. 12 - Me gusta mucho


De planície a montanhas rochosas
De sierras a rios
De desconhecidos a amigos
De portunhol a espanhol
De frances a ingles
De dança a jogos
De tango a cumbia
De parrila a sandwiches
De alfajor a facturas
De pomelo a mate
De sol a chuva
De reais a pesos
De dibujos a malabares
De parques a plazas
De museos a feiras
De calles a playas
De subtes a coletivos
De taxi a camioneta 4X4
De barco a chocge cama
De hostel a Casita
De apartamento a barraca
De UNO a muchos
De bus a bus a bus a bus
De ciudad a ciudad
FELICIuDAD!

No. 11- Me gusta


La Casita

Pessoas, na rua. Vozes, choramingos de crianças.
Conversas de vida, casos de morte, cenas de rotina.
Leituras sob as árvores, sob a coberta,
sobre as pernas, sobre as cadeiras.

O céu azul com manchas brancas.
Um frio terno.
O rádio que toca sem ser escutado.
E as folhas paradas,
Porque passou o vento e nos deixou.

Veritas

08-02-08
La Casita - Tantí - Córdoba - Arg

30.1.08

No. 10 - Gosto de viajar

E como gosto de viajar!!!
essa semana me voy...
con mis amigos de corazón...









acho que preciso de férias...
e daqui umas semanas volto...
e o blog terá novos gostos..

No. 9 - Não gosto


bem... às vezes simplesmente não gosto. e me dou esse direito. Não gosto de regras, às vezes gosto. Não gosto de imitar, às vezes o faço.
Gosto de ver filme, às vezes não gosto do filme.
Hoje não gostei do filme no início, gostei no restante, e muito no final (A vida secreta das palavras). Ainda mais em boas companhias mamulengas, que em poucos minutos restantes, conseguimos discutir, descobrir informações técnicas e históricas do filme na internet e devorar uma caixa de bis!
Gosto de ler livros bons, de dar vontade de escrever, sabe aquele q tu imagina como deve ter sido prazeroso de colocar as palavras, unir em sentença e tcharãã! Como o Ensaio sobre a cegueira, de Saramago, que gentilmente meu querido amigo emprestou o livro que pegou emprestado do outro querido amigo...
ops.. o post era de não gosto...
olha, não gosto que me rotulem, ou que interpretem errado algo, encaminhem e me façam mal assim. Se for pra interpretar algo, e não me perguntar.. então, guarda o segredo!
Não gosto de saber de muitos segredos... (ou gosto?)
Não gosto de estar longe de quem gosto, mas gosto de ter gente longe para sentir saudade boa... só não pode ser saudade de sumir do mapa...
Não gosto de esquecer de regar as flores... Gosto quando posso adubar...
Não gosto de pepino e azeitona.
Não gosto de sagu.
Não gosto de mosquitos pernilongos quando tenho sono leve, mas gosto de vê-los parados na parede, fazendo sombra como no poema de Vinícius... (ou da mariposa que meu pai fotografou...)
Não gosto de chorar.
Não gosto de Rotina, de ficar muito tempo na cidade. Assim, consequentemente gosto de Viajar.
Não gosto de aula monótona, chata e comprida. Entào, meu texto já ficou muito comprido.
Encerro, porque Gosto dos meus amigos... e dos comentários.. e se aumentar eles vão pensar.. "ela não gosta que leiam os textos dela, não acaba mais!" e isso não pode acontecer, pq eu gosto que leiam... e me deixem saber que leram..

24.1.08

No. 8 - Gosto do EREP


EREPoesia

O que significa mesmo EREP?

Encontro de Estudantes de Psicologia,
Encontro de idéias.

Desencontro de conceitos,
Desconstrução de pré-conceitos,
De formação de novos.

Desformação individual
Formação coletiva.

Encontro de experiências,
choque de culturas,
curto circuito de energias.

Encontro de acadêmicos,
deformação da sala de aula
de dar forma à ação, à teoria.

Encontro de diferentes,
formação de iguais

Descoberta do novo
Re-encontro do velho.

Encontrar o outro,
Desencontrar a si,
Encontrar-se (de) novo.

Tempo e Espaço de Debate,
Espaço de livre Fomentação.

Desenvolver pensamentos,
Desmanchar conhecimentos,
Descobrir novos enfoques.

dar um passo, ou melhor,
Dê um passo fundo na psicologia,
Dê forma à ação de 1 a 4 de maio de 2008

23.1.08

No. 7 - Gosto


(Foto by Julian Dal'Asta)

Eu gosto,
às vezes desgosto.
Mudo o gosto,
aumento o tempero,
desespero.

Não gosto,
muito gosto de sal;
muito gosto de açúcar;
Gosto do gosto do outro
Do novo encontrado
Do velho revisitado.

Desgosto de gostar
quando não tem
como encostar.

Gosto de escutar
sem saber o que falar.
Ah, isso eu gosto...
----

Gi
dia 23/01/2008
meio às avessas... em meio a tudo.
Peguei esse post, coloquei a foto...
escrevi Gosto no título
e aí virou esse troço...

p.s. E a anjinha, sem saber o que fazer,
é novata, ainda vai saber...

7.1.08

No. 6 - Gosto de viajar nas idéias


Tem coisas que se faz e nem sabe bem porquê.
Algumas até se tenta explicar, outras, esquece de entender.
Às vezes, prefere ignorar o proquê. Busca só o fazer, ou o prazer.
E quando se faz sem saber que fez?
Ou nem é bom, e sim estranho?
De repente até ruim, mas quando percebe, já foi, passou.
O pior é quando não passa, amassa. Fica, complica.
Aí que vai chegar a hora de buscar o porquê.
Mas o porquê já está decidido a não aparecer.
A razão não volta, não faz parte.
São atos, ou boatos? e no fim das contas, nada aconteceu?...

2.1.08

No. 5 - Não gosto de sentir medo

não gosto de ver tanta coisa ruim.
Ter que LUTAR pela paz, COMBATER o preconceito...
não parece bom.

Cenas que comovem, retrospectiva 2007.
Eu assisti, fiquei nervosa, ansiosa. Com MEDO.
E não só do nosso país, pq se eu fugir, para onde ir?

Ano dos atentados mais sangrentos;
Acidentes com mais mortes;
E até aqueles que vão reivindicar seus direitos, ou oferecer ajuda, são alvo!
Torturas, tempestades.
Fome, seca, enchente.

Mas.. claro, teve futebol!
E, para terminar bonito, mostra os heróis do ParaPan, o Pan dos deficientes. Ah, pára aí! Não sei exatamente como dizer o que senti, mas é a idéia da luta do preconceito. Eles não seriam tão notícia se isso já fosse comum, se o diferente já estivesse incluído na sociedade sempre, aí não ia ter porque aumentar tanto esse ato (que claro, é louvável). As cenas dos jogos de deficientes físicos deveria fazer parte dos esportes dessa retrospectiva.

E, o pior, a parte engraçadinha, feliz, e de demonstração de atos bonitos, foram de bichinhos que adotaram filhotes de outras espécies...


p.s. não achei imagem para esse post...